domingo, 30 de maio de 2010

Caminhada nº4 2010

4º TOCANDAR de 2010 .
Dia: 05 Junho 2010

Percurso: PR3 - Rota da Boa Viagem

Na Zona da Serra da Boa Viagem na Figueira da Foz

por uma serra à beira mar que oferece vistas únicas



A Ficha Técnica:
Distância: 12 km
Tempo Previsto: 3 h
Nível Dificuldade: Assim-assim

As Horas:
08h30 Em frente Café Zinor-Esgueira.
09h30 Inicio percurso
12h30 Fim percurso

13h00 Almoço em tasca a definir

15h30 Esgueira


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E a contribuição para a cultura, retirada do famoso "Dicionário Porrinha":
Entrevista – espaço que fica entre os olhos ou vistas

Errata – se for do sexo feminino; se for do masculino, é rato.

1abrç
Amílcar

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Caminhada nº3 2010

3º TOCANDAR de 2010 .
Dia: 22 Maio 2010

Percurso: Da Lagoa de Mira à Barrinha de Mira (ida e volta)

Na Zona de Mira

A Ficha Técnica:
Distância: 11 km
Tempo Previsto: 02h 30m
Nível Dificuldade: Baixo

As Horas:
08h30 Em frente Café Zinor-Esgueira.
09h30 Inicio percurso.
12h00 Fim percurso
12h30 Esgueira


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E a contribuição para a cultura, retirada do famoso "Dicionário Porrinha":
Delirar – dizer incongruências enquanto se toca uma lira.
Delírio – dizer barbaridades com um lírio na mão.

1abrç
Amílcar

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Caminhada nº2 de 2010

Dia: 01 Maio 2010 -sábado

Percurso:

Da Bruxa à Ponte da Vagueira , ida e volta


A Ficha Técnica:
Distância: 13 km
Tempo Previsto: 02h30m
Nível Dificuldade: Baixo

As Horas:
08h30 Em frente Café Zinor-Esgueira.
09h30 Inicio percurso.
12h00 Fim percurso
12h30 Esgueira

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E a contribuição para a cultura, retirada do famoso "Dicionário Porrinha":
Cabeçalho: diminutivo da cabeça do alho..
Caçarola: o mesmo que caçapomba.

Amílcar

domingo, 31 de janeiro de 2010

Algumas outras fotos da 12ª caminhada

Ora o Pedro já me ganhou a corrida para expôr as fotografias da 12ª caminhada. Paciência, na condição de segundo e último classificado exponho algumas outras fotografias da caminhada:







É bom constatar que a integração e tolerância nestas caminhadas para com outras espécies do reino animal está no caminho certo!

Link para o resto das fotografias

Algumas fotos da 12ª Caminhada - Rota do Megalítico, Sever do Vouga

Aqui vão algumas fotos da 12ª caminhada "Bot'andar", a primeira de 2010, realizada no dia 30 de Janeiro...

























Podem ver as 61 fotos desta caminhada AQUI.



Até sempre, caminhadas!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Caminhada nº12 2010

Passeio no próximo sábado.





Saída – 14h30 do café Pimpão

Destino – Talhadas do Vouga (Sever do Vouga)









Descrição:





Rota do MEGALÍTICO





“O PR5 – “Rota do Megalítico” é um percurso pedestre, com cerca de 9000 metros, em circuito, envolvendo Arcos, três monumentos megalíticos e o santuário de Sta Maria da Serra.



Inicia-se em Arcas, junto á capela, rumando para oeste por um caminho largo. A 500 metros, do lado esquerdo, encontra-se a anta da Capela dos Mouros.



Esta, é uma sepultura megalítica de grandes dimensões composta de câmara e corredor longo.



Continuando o percurso, inicia-se uma suave descida e, passados uns 1000 metros, toma-se um caminho á esquerda para sul, que atravessa o vale de Arcas. Atingida a estrada de asfalto, sobe-se por esta uns 400 metros e depois, à direita, por um antigo caminho que sobe para a casa da floresta, onde entronca com a estrada empedrada que leva ao santuário de Sta Maria da Serra.



Continua-se por ela até um largo onde se inicia a subida para o santuário. Aqui, no entroncamento dos cinco caminhos, toma-se o da direita, que desce. Passados uns 400 metros, à esquerda, sobe-se por um estradão florestal e após 200 metros encontra-se à direita um caminho que leva á anta do Poço dos Mouros que dista daqui uns 150 metros.



Esta anta é – à semelhança da anterior – uma sepultura megalítica de corredor sob montículo artificial.



Após a visita, retorna-se ao caminho principal continuando a subida até ao santuário de Sta Maria da Serra, do qual se obtém uma bela panorâmica sobre a ria de Aveiro.



Daqui segue-se pela estrada empedrada até se encontrar um pequeno caminho que, a uns 50 metros do entroncamento dos cinco caminhos onde já se passou anteriormente, ruma á direita, para norte.



De imediato atravessa um estradão, toma um aceiro e, passados 50 metros, ruma à direita por um caminho antigo para nordeste. Após 1500 m encontra-se á esquerda a anta da Sepultura do Rei.



Esta é uma cista de tradição megalítica pertencente a um período cronológico diferente das anteriores sendo exemplar único na região.


Continuando o caminho, chega-se a um largo estradão florestal que se toma á direita, descendo suavemente. A uns 800 metros, sobe-se por um caminho largo, para oeste pelo qual se chega rapidamente a Arcas. “



Podem convidar quem entenderem.

Sousa Pinto

domingo, 6 de dezembro de 2009

Crónicas de viagens ou crónicas de caminhadas

caminhada a Fermentelos

 
...“mais vale tarde do que nunca” ou “ mais vale muito tarde do que nunca” como proverbiou José Saramago na sua obra literária Caim, dirão vocês, quando esta crónica for para o ar, ou, mais propriamente,  para o sítio do “Botandar”.
              Será que noto algum  “brilhozinho nos olhos” ou é impressão minha, claro que é impressão tua, olha-te ao espelho, (literário) foi de mestre esta figura de estilo. Bem, com “brilhozinho ou sem brilhozinho nos olhos”, aqui vai a crónica da caminhada a Fermentelos, ou às origens do grão mestre caminheiro Alberto Pires da Rosa, nado e criado (em tempos idos de meninice) em Fermentelos, paraíso celestial, o Eden antes do pecado original.  Para que não fique esta crónica maculada, também, pelo pecado original, feito por quem tem a origem em Fermentelos, em abono do sem pecado aqui se diga que os caminheiros que avançaram de Aveiro com com destino a Fermentelos não foram três, um em Peregrinação à nossa Senhora da Saúde, outro a redescobrir a Pateira e outro que  vai ladrar fora, mas há um outro, Pedro Corga, o quarto, que fez a reportagem fotográfica. Como poderíamos esquecer este quarto caminheiro, ele que sacrificou as sua pesquisas literárias, aliás. vistas bem as coisas, o que vale uma pesquisa literária comparada com uma bela caminhada?
              Ó cronista, seria bom que começasses com a caminhada ou, por este não andar, ainda se fica mais tarde do que já estamos, já te conhecemos de ginjeira, paleio é contigo, claro, para isso é que sou cronista. Contudo, já que insistes, aí vai, para memória futura , e para que conste: esta caminhada às origens começou mesmo do ponto de encontro (Café Zinor) às 8 horas e 30 minutos (TME). Não foram necessários meios logísticos para levar os caminheiros ao ponto de partida: o ponto de partida, desta vez, foi no ponto de encontro.
              Lá estavam os quatro, qualquer semelhança com o “Bando dos Quatro” é pura coincidência, diga-se e registe-se já,  não vá o diabo tecê-las, prontos para uma caminhada, que para alguns era de vinte quilómetros bem medidos e para outros era de vinte quilómetros mal medidos, mas bem ou mal medidos nenhum ficou para trás.
              Para trás ficaram o café e os que se temeram e não apareceram, pior para eles, nada têm que contar
A duas ou a quatro lá se foi encurtando caminho e a primeira paragem: Igreja de Nossa Senhora de Fátima, claro que ficámos pelo adro, para reabastecimento do corpo. Não reabastecemos o espírito, Igrejas não faltam e o espírito ainda não precisava de alimento.
Recuperadas as forças, uma olhadela ao itinerário, (cortesia do caminheiro ausente Amílcar, não caminhou mas trabalhou no percurso) uma leitura da toponímia e lá avançámos nós até à “Rua das Vielas que Atravessam”, atravessaram elas, as vielas, tempos e atravessamos nós as ruas e as vielas, nestes tempos, rumo aos tempos das origens.
              O silêncio da manhã nas ruas desertas dos caminhos foi-se embora e deu entrada a conversa: caminhamos desde Esgueira para pararmos em Fementelos, dissemos nós, coitado do cão, disseram elas, duas aldeãs, enquanto tratavam do jardim, coitado do cão? E nós? O cão não pediu para vir, não teve voto na matéria, disseram elas.
              Uma risada, mais um um dito, mais uma graçola e lá foram os caminheiros, os que pediram para vir e o outro que não pediu, ladrou, lá ficaram as aldeãs à espera de sabe-se lá o quê, de outros talvez.
              O caminho foi-se fazendo e as terras e lugares foram ficando. Mais uma leitura no mapa e com encontros e desencontros desencontrámos-nos da rota. (não por culpa do Amílcar, o mapa tinha lá tudo, não por culpa dos caminheiros, leram bem o mapa, desta vez não há culpados, como sempre a culpa morre solteira)
Contudo, tivemos uma ajuda preciosa, pois fiquem sabendo que até nos queriam levar de carro ao rumo certo, mas, como não poderia deixar de ser, passámos ao lado da oferta. Onde se viu a malta do Botandar andar de veículo motorizado, seria tocar a finados em memória da confraria, que ainda não é mas não quer já deixar de ser antes de o ser. Diga-se, porém, que aceitámos corrigir a rota, foi só uma pequena correcção (um grau mais à direita ou mais à esquerda no azimute) e os passos destes caminhantes lá passaram pelos caminhos certos a caminho de terra prometida. Não, não é essa terra que vocês estão a pensar, mas não deixa de ser também a terra prometida, prometeram-nos que lá chegaríamos para visitar a Senhora da Saúde, relembrar a Pateira, ladrar fora e fazer a reportagem, que não estava no programa inicial mas passou a estar no programa final. Programa final, perguntam vocês? Sim, o programa inicial corrigido e aumentado, mais um caminheiro, eram três e passaram a quatro, houve aumento. Deu-te agora para a matemática, continua mas é com a crónica, assim, nunca mais chegas ao fim. Como pode a crónica chegar ao fim se os caminheiros ainda vão no caminho a caminho de Fermentelos.
              Já deixamos  as aldeias e caminhamos com os olhos postos nos sinais, não há que enganar: Já vemos Fermentelos em letras de esperança, poucos quilómetros e a caminhada já está no papo (mais uma na contabilidade) e esta vale  por muitas outras: uma vintena ou mais do que uma vintena de quilómetros, conforme o contador, há-os para todos os gostos, se vão ou não vão a caminhar.
              O dito popular: “morreram na praia” não se ouvirá. O que se poderia ouvir dizer  era o que os caminheiros não disseram mas, quiçá, pensaram: no fim deste caminho, que bom seria ter à espera a dita, mas a dita, para os lados de Fermentelos é coisa que não existe, a Pateira,  sim.
              Aliás, a caminhada tinha o destino há muito traçado e não era a praia, ficará para outros tempos e, por falar em tempos, é tempo destes caminheiros botarem os pés e as patas  no rumo certo, embora as patas já começassem a dar de si.
              O canito bem olhava para ver se haveria por ali um oásis ou algo parecido, nem que fossem uns arbustos, desde que dessem sombra (lembramos aos leitores que a caminhada foi em pleno verão e o sol já tinha cumprido a metade da tarefa)
              Ah! Finalmente, disse o canito, será que ouvi falar em sombra, onde estará? Ali, a um momento, ao alcance da minha uma pata: que frescura, já daqui não saio, como disseram as outras, não pedi para vir e, ó cronista, nem sequer ladrei como disseste, vim contra a minha vontade e contra a vontade da minha amiga e protectora, Gracinda Afonso, (ilustre representante da Casa de Bragança e, penso eu, descendente em linha directa dos Afonsinos) que não quer nada com caminhadas. Ela tem alguma razão quando diz: “já caminhei muito”, como a compreendo, sobretudo hoje, mas por outro lado, também não fujo à outra razão: gosto de acompanhar o caminheiro e  meu amigo de todos os dias. (aqui para nós que ninguém nos ouve: ele deixa-me andar à vontade e os dias das caminhadas levam-me  às origens; é a vida de cão em todo o seu esplendor) Sem querer parecer pretensioso, acho, até, que caminhada sem mim não é caminhada.
              Por falar em caminhada, esta já ninguém nos tira. Cumpriu-se o fado: Um foi em peregrinação à Senhora da Saúde, outro foi redescobrir a Pateira, outro foi ladrar fora e outro fez a reportagem fotográfica.
              Caminho que se caminhou vai ter que se voltar a caminhar: é hora de regressar. A pé? Nem pensar! A não ser que..., ideia que nasce ideia que vinga e ainda mal o diabo tinha acabado de esfregar o olho quando  apareceram as convidadas (Gracinda e Puri) para o almoço  que, diga-se, desde já,  para que não esqueça, estava divinal. (um manjar só ao alcance dos Deuses, às vezes, como foi o caso, os mortais  também o alcançam).
              Caminhantes e convidadas no  Restaurante “Corta-Mar” abancaram, claro, o Canito também abancou, mas à entrada, não possuía livre trânsito, regras são regras.
              “Corta-Mar” onde não há mar ou é saudade ou tem história. Sim, tem história, mas deixemos o sobrinho do Zé Corta-Mar , o caminheiro Alberto contar: Tempos idos, apanhar enguias era quase uma odisseia, assim, a modos, como o gato e o rato,  os amantes de uma caldeirada de enguias sempre com o credo na boca e prontos para dar às de Vilas-Diogo e os defensores  da lei  com vontade de os não deixar ir. Assim, uma bela noite,  um dos amantes do pitéu teve de fugir a sete pés dos legalistas no exacto momento em que já se imaginava dono e senhor de tão belo exemplar. Quem é? Perguntaram os defensores da lei e da ordem. É o Corta-Mar responderam os mirones amigos. Assim foi identificado no registo da contra-ordenação, com vista ao pagamento da respectiva coima, e assim, para todo os sempre, Zé Corta-Mar ficou.
Contada a história é hora de acabar, sem antes daqui enviar uma abraço ao meu amigo, Prior de Fermentelos, Padre Costa Leite, com um pedido de perdão pela perdoável falta  de não o ter visitado, fica para a próxima...,caminhada, se acontecer para estes sítios...
 
c de barros